Clube Naval de Cascais

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Boas Vindas CNC

Mensagem do Presidente

GonçaloEsteves       

Caros Sócios,

Bem- vindos a 2019!

Antes de encalçar o que será o ano de 2019 no nosso Clube, inicio estas linhas com um pequeno resumo do que passou no ano transacto. Foi um ano de enorme actividade para o Clube Naval de Cascais, que logrou, inclusivamente, organizar duas provas do mais elevado nível internacional: o 52 Super Series Rolex World Championship, as Extreme Sailing Series, pela primeira vez em Cascais, e o Campeonato do Mundo da Classe RC44, a RC44 Cascais Cup, última etapa do circuito RC44 Championship Tour. 

Antes de regressar ao que foi o plano desportivo do nosso clube em 2018, referir que este foi, igualmente, o ano em que comemorámos 80 anos de existência. Foi, por isso, um ano de enormes alegrias, em que o nosso clube foi palco, também, de um notável e vasto programa social.

Foram muitas as marcas que para sempre 2018 deixará nos anais do nosso clube. Um ano pleno de momentos marcantes e memoráveis, pese embora, já no seu final, tenhamos tido um de enorme pesar e tristeza, a morte prematura do Afonso Marques, um dos nossos melhores velejadores e um sócio muito querido no CNCascais, que nos deixou de forma inesperada, com apenas 16 anos.

Fazendo um pequeno balanço de 2018, começava por destacar a realização, por parte do CNC, desses três eventos de grande dimensão e projecção internacional, o 52 Super Series Rolex World Championship; o circuito dos catamarans GC32 com foils das Extreme Sailing Series, que deram um espectáculo na Baía de Cascais apenas comparável ao proporcionado pelas America’s Cup Series de 2011, batendo o recorde de velocidade alguma vez alcançado em provas oficiais, de 37,9 nós; e o Campeonato do Mundo da Classe RC44. Foi mais do que evidente que, pelo nono ano consecutivo, Cascais está no topo das preferências dos mais exclusivos circuitos mundiais, confirmando que não só o campo de regatas de Cascais como um dos melhores do mundo, como que a organização de provas internacionais por parte do CNC está, actualmente, referenciada com no Top 5 mundial!

A par destas três realizações, foi com extrema alegria que vimos o CNC organizar um extremamente elevado número de outras regatas, que, de tão extenso, seria aqui fastidioso descrever exaustivamente. Ainda assim, não posso deixar de registar neste espaço quatro das mais importantes, merecedoras de justa cobertura nesta edição da Hippocampus: o Cascais Vela, o mais importante evento da modalidade em Portugal; o IIX Troféu Brisa, com a vela adaptada a continuar a provar ser mais um grandioso êxito para o nosso clube; a Regata de Natal; e o enorme êxito e sucesso que as SB20 Winter Series têm vindo a constituir, num crescendo contínuo, que faz de Cascais, hoje, o mais internacional hub da classe.

Não menos importante, não obstante o seu início remontar a 2017, porém, com amplitude maior em 2018, devido ao formato da prova, a Volvo Ocean Race e o  barco Turn the Tide on Plastic, do nosso sócio Paulo Mirpuri.  De forma brilhante e muito corajosa, associada às mais nobres motivações (a preservação do planeta, nomeadamente através da conservação dos oceanos e dos mares), o Paulo Mirpuri abraçou este projecto e fez com que, pela primeira vez, um barco com as cores de Portugal estivesse presente numa das mais carismáticas e exigentes regatas do mundo. Algo que a nós, sócios do Clube Naval de Cascais, nos afecta de forma ainda mais especial, por termos tido a bordo do Turn the Tide on Plastic dois consócios e velejadores do CNC, Bernardo Freitas e Frederico Pinheiro de Melo, integrando a tripulação, justamente, do barco do nosso outro consócio, Paulo Mirpuri.

Aproveito, também, para deixar aqui uma referência aos resultados mais relevantes dos nossos sócios no ano que passou.

Começando pelos mais novos, e pelos Optimist, menção para o resultado de Max de Groot, Vice-Campeão Nacional de Iniciados em Viana do Castelo, e para o de Sebastião Ramirez, que ficou e  9º Lugar no Ranking Nacional. Passando para a Classe 420, a dupla Manuel Ramos e Martim Mastbaum garantiu o 1º lugar da Geral e 1º Júnior na Prova de Apuramento Nacional, em Sesimbra, tendo ainda ficado em 5º da Geral e 1º da Geral Sub 17 do Ranking Nacional – a mesma dupla que, no Campeonato do Mundo de 420, disputado em Newport, nos EUA, terminou em 16º lugar.

Também em 420, o nosso sócio, Rafael Rodrigues, que faz dupla com um atleta de outro clube, ficou em 2º na Prova de Apuramento Nacional em Cascais, e, no Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto, em Sesimbra, foi 2º da Geral e 1º Júnior. Também em Sesimbra, foi 2º Geral e 2º Júnior na Prova de Apuramento Nacional, terminando a época em 3º Geral e 2º Júnior do Ranking Nacional. No Campeonato Europeu de Juniores, em Sesimbra, foi 11º.

Na mesma classe, mas no sector feminino, a dupla Rita Lopes e Matilde Cruz, no Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto, realizado em Sesimbra, ficou em 3º lugar da classificação geral.

Na Classe Laser Radial, o nosso velejador, Bernardo Loureiro, foi 2º do Ranking Nacional e 2º no Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto, em Sesimbra. Já no feminino, Margarida Paixão ficou em 2º lugar no Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto, também em Sesimbra.

Na Classe 49er FX, uma inesperada e muito agradável surpresa da promissora dupla Tomás Barreto e João Prieto, que obtiveram um extraordinário 3º lugar no Mundial Júnior 49er FX, levado a cabo em Marselha, França.

Já na classe Hansa 303 Duplo, a dupla imbatível, formada por Ana Paula Cunha e Pedro Reis, conquistou o 1º lugar do Ranking Nacional, e foram estes os vencedores absolutos das provas de Apuramento Nacional no Porto, na Nazaré e em Portimão. Pedro Reis ficou em 8º no Campeonato do Mundo de Vela Adaptada, realizado em Sheboygan, EUA. Na mesma classe, no mesmo Ranking Nacional, e nas mesmas três provas, a dupla Domingos Cagembe e Mihail Botnari ficou em 3º do Ranking Nacional e no 3º lugar nas três provas de apuramento.

Em Hansa 2.3 Single, o nosso atleta, Daniel Cunha, ficou em 2º na Prova de Apuramento Nacional, realizada no Porto, e em 3º no Campeonato Nacional, disputado em Portimão.

Na classe Snipe, os nossos sócios e par misto, Pedro Barreto e Sofia Barreto, obtiveram o 2º posto na Semana Internacional do Carnaval, em Vilamoura, e asseguraram o 1º posto na Prova de Apuramento Nacional, em Cascais, e o 2º no Campeonato Nacional, realizado em Tavira. Rita Leal de Faria ficou em 3º na Prova de Apuramento Nacional, em Cascais, e o nosso sócio, Ricardo Schedel, foi 3º tanto no Campeonato Ibérico, disputado em Almada, como no Campeonato Nacional, em Tavira.

Em 49er, a nossa dupla olímpica, formada por Jorge Lima e José Costa, teve uma época fantástica, conquistando a 11º posição no Campeonato da Europa, realizado em Gyndia, na Polónia, e um fantástico 9º posto no Campeonato do Mundo de Classes Olímpicas, disputado em Aarhus, na Dinamarca – e que permitiu o tão desejado e esforçado apuramento para os Jogos Olímpicos de 2020.

Na classe rainha do nosso clube, os SB20, José Paulo Ramada, com Gonçalo Ribeiro, Miguel Leal de Faria e António Pereira, conquistou o 1º lugar no Campeonato Nacional, realizado em Cascais. Vasco Serpa, Pedro Costa Alemão e Gonçalo Lopes ficaram em 15º no Campeonato Europeu, disputado em Dun Laoghaire, na Irlanda.

Na classe Dragão, o nosso sócio Ali Tezdiker, acompanhado de Andy Beadsworth e Simon Fry, realizou uma época brilhante, patente no 1º lugar obtido na Paul & Shark Dragon Cup, disputada em San Remo, Itália. O nosso atleta olímpico, Jorge Lima, foi 1º no Trofeo Princesa Sofia, realizado em Palma de Maiorca, e o nosso penta olímpico Gustavo Lima foi 1º no Ranking das Winter Series Puerto Portals, disputadas em Palma de Maiorca, Espanha.

No que respeita à vela de cruzeiro, na classe ORC, o Giullietta Sailing Team, do nosso sócio Alexandre Kossack, ficou em 1º lugar no Campeonato Nacional de ORC, realizado em Lisboa.

Na classe 6 Metros Internacional, o nosso Comodoro honorário, Patrick Monteiro de Barros, na companhia dos nossos sócios, Rodrigo Vantacich, João Matos Rosa e Henrique Anjos, conquistou o 3º lugar no Campeonato Europeu de 6M Open, em La Trinité, França. A mesma tripulação obteve o 1º lugar do Ranking 6M Open, em Sanxenxo, Espanha.

Em Swan 45, o nosso medalhado olímpico, Nuno Barreto, a bordo do Porron IX, conquistou o 1º lugar na Rolex Swan Cup, realizada no YCCS, em Itália.

Por último, mas não menos importante: em IOM, modelos à vela, uma vez mais, o nosso sócio, Jorge Camilo, ficou em 1º no Campeonato Nacional de IOM, e, durante a época passada, deixou bem claro que, em Portugal, ninguém lhe faz frente.

No plano social, e dando início às celebrações do nosso 80º aniversário, foi generosamente oferecida pelo nosso Comodoro, Miguel Horta e Costa, uma exposição fotográfica sobre os 80 anos do CNC, assim como o “Wall of Fame”, que tencionámos aproveitar esta ocasião para deixar gravados a ferro nas paredes do Clube Naval de Cascais os nomes de todos aqueles que, ao longo destas oito décadas, representaram não só o CNC, como Portugal,  na prova desportiva mais importante da história da humanidade, os Jogos Olímpicos de Verão, numa placa que está bem à vista de todos na entrada da nossa sede.

Sem sombra de dúvida, o mais momento alto do nosso 80º aniversário foi consequência de um desígnio transmitido por sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, que, na sua última visita oficial ao CNC, por ocasião da recepção do título de sócio honorário do nosso clube, decidiu que o clube merecia ser agraciado com uma condecoração por ocasião dos seus 80 anos. E, assim, foi-nos concedida a Ordem da Instrução Pública, uma Ordem de Mérito Civil atribuída pelos altos serviços prestados à causa da educação e do ensino. Sua Excelência deu-nos esta honra como forma de reconhecer o trabalho desenvolvido pelo CNCascais ao longo dos últimos 50 anos na promoção da vela em Cascais, no que à formação de velejadores diz respeito.

Consequentemente, a nossa comitiva que marcou presença em Belém foi chefiada pelo nosso Comodoro, Miguel Horta e Costa, tendo a acompanhá-lo o Presidente, José Sottomayor Matoso, o Vice-presidente, Francisco Brito e Abreu, e eu próprio, fazendo-nos ainda acompanhar de três velejadores formados nas nossas escolas, e muito representativos da nossa camada mais jovem: Guilherme Gomes, representando a classe 420, Mafalda Cruz, em representação da classe Optimist, e Gonçalo Castro Nunes, representante da classe Laser.

Como tem sido divulgado de várias formas, o nosso clube é membro, desde 2014, do ICOYC, o International Council of Yachts Clubs, e foi justamente no fórum internacional bienal do ICOYC, que teve lugar em Abril, em São Francisco, nos EUA, que o CNC foi convidado, com tão curta antecedência, a organizar o European/African Forum do ICOYC em Cascais, em Outubro passado.

Nunca o nosso clube passou por uma exposição internacional como a que viveu em Outubro. O Presidente Miguel Magalhães, que é hoje o representante do CNC no ICOYC, e eu próprio, não tínhamos a menor ideia das exigências da preparação de tal convenção. Com cinco clubes que nos visitaram vindos dos Estados Unidos, um da África do Sul, e praticamente todos os clubes de primeira linha do continente Europeu, estiveram durante três dias presentes em Cascais 45 delegados e 20 acompanhantes, elevando as exigências da organização a um de nível elevadíssimo. 

Em boa hora nos lembrámos de pedir aos nossos sócios Nicky e Thomas Wilton para nos ajudarem nesta conferência, e, com a experiência de ambos, e a incrível organização de dedicação de Nicky, foi possível levar a cabo um evento de três dias com mais de vinte nacionalidades presentes com uma organização e um perfeccionismo de extrema qualidade. 

Foi, também, por ocasião do European/African ICOYC Forum que activámos um sonho de muitos anos, editar a revista Hippocampus em duas línguas, em português e em inglês. O crescente número de sócios estrangeiros, e a presença dos muitos delegados da convenção, foram motivos mais do que suficientes para darmos este passo. Tivemos de alterar não só a gestão dos conteúdos, como de ajustar o layout gráfico da nossa revista, porém, estou em crer que todos concordarão da importância de ter a revista publica também na língua inglesa.

Também gostaria de fazer uma referência às nossas instalações. Equipámos os balneários principais dos homens com novos cacifos, e esperamos que, com esta benfeitoria, e com a entrada do novo regulamento dos mesmos, possamos ter uns balneários mais limpos e organizados. No Salão Nobre, cobrimos a parede virada a Norte, de modo a poder receber a generosa oferta do nosso sócio, José Pujol, que nos agraciou com seis quadros do famosíssimo aguarelista Tim Thompson que durante anos estiveram na parede de um bar de um restaurante de Lisboa, e que ilustram algumas décadas da America’s Cup.

Também no espaço que junta o Salão Nobre aos escritórios, conhecido por “claraboia”, foi recuperado um enorme número de quadros que estavam nas paredes do clube antigo, e que estavam esquecidos e abandonados desde 2003. Os mesmos foram restaurados  e podem hoje ser admirados neste local.

Como se pode registar na presente edição da nossa revista Hippocampus, o Clube Naval de Cascais conta, desde o final do ano passado, com mais um excelente e prestigiante troféu. Trata-se do troféu perpétuo Tony Castro, que, em 2018, e esperamos que por muitos mais anos, foi disputado na classe SB20, classe estrela do nosso clube – e foi justamente o nosso sócio, Tony Castro, o arquitecto naval responsável por este monocasco de enorme êxito.

Para terminar, uma nota sobre a evolução dos acordos de reciprocidade com os clubes correspondentes: em linha com a exposição e internacionalização do nosso clube, foram celebrados em 2018 os seguintes acordos de reciprocidade com cinco clubes, dos clubes náuticos mais relevantes do mundo:

Royal Malta Yacht Club

Royal Danish Yacht Club

San Francisco Yacht Club (Tiburon, CA, EUA)

San Francis Yacht Club  

KSSS Swedish Yacht Club

Passando, agora, para 2019, e no plano desportivo, deixar uma referência às provas de maior relevância. Na continuação do ano de 2018, as Winter Series de Dragão e SB20, as duas principais frotas do clube, e já ambas contando com uma presença internacional de destaque em todos os seus eventos. As Winter Series têm permitido ao CNC ter duas vezes por mês, durante os meses de Inverno, uma enorme actividade.

O Cascais Vela, sendo uma das regatas mais antigas disputadas no CNCascais, vai este ano para a sua 20ª edição. O Cascais Vela, ao longo destes 19 anos, tem deixado uma marca de qualidade sem precedentes num evento nacional, tanto no plano da frota presente, como no da categoria dos velejadores envolvidos.

No que respeita aos eventos e às provas internacionais, para além das Winter Series de SB20, que não contam, nunca, com menos de 40 barcos na linha de largada, e das Winter Series de Dragão, que têm no troféu Sua Majestade o Rey Juan Carlos II de Espanha o evento da classe de maior prestígio, iremos receber, de 15 a 21 de Julho, e uma vez mais, os TP52 – que, após o enorme êxito que foi o Mundial da Classe no ano passado, em Cascais, patrocinado pela Rolex, volta a acolher a frota rainha dos circuitos organizados nas águas de Cascais.  A presença, em Julho, dos TP52 em Cascais será, seguramente, mais um momento alto do nosso clube.

A final de Setembro, recebemos de novo os RC44, uma vez mais Cascais recebe uma classe internacional que já faz parte do património do nosso clube e das nossas águas. 

Despeço-me convidando os nossos sócios a virem ao clube nas datas dos grandes eventos internacionais, mas também no dia-a-dia, onde não só podem disfrutar da soberba esplanada, como das restantes instalações do CNC.

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